terça-feira, janeiro 05, 2010

Os circuitos internos do WQS

Este ano o SuperSurf - parceria da Abril com a Abrasp que nos últimos dez anos (entre 2000 e 2009) decidiu o título brasileiro - passa a integrar o World Qualifying Series, da ASP; e a Abrasp busca outras parcerias para manter seu circuito exclusivo para brasileiros.

O caminho adotado pelo SuperSurf (que talvez devesse mudar de nome) é o mesmo de outros circuitos, regionais ou não, que integram ou integraram o WQS desde sua criação. O próprio título brasileiro foi decidido desta forma (pelas etapas brasileiras do Qualifying) entre 1992 e 1999.

Essa fórmula tem prós e contras: integra circuitos menores com os mundiais, favorecendo o intercâmbio e criando um caminho claro de ascensão; mas diminui a importância das disputas regionais, que se tornam secundárias, e abre espaço para que estrangeiros interfiram nos resultados.

Alguns títulos profissionais têm sido definidos desta forma nos últimos anos: o norte-americano (Macy Trifecta Series), o europeu, o sul-americano, o sul-africano, o havaiano e o japonês, por exemplo. O brasileiro talvez entre nessa lista, caso a Abrasp não consiga viabilizar seu circuito em 2010.

Além dos citados, existem outros "circuitos internos" no WQS, não necessariamente regionais, mas que oferecem prêmios extras aos seus vencedores. O mais tradicional sem dúvida é a Tríplice Coroa Havaiana, criada em 1983, que inclui também uma etapa do WCT (o Pipemasters). Uma breve pesquisa no blog resgatou outros exemplos, porém a maioria não existe mais:

Tríplice Coroa Havaiana
Eventos em Haleiwa, Sunset e Pipeline (WCT) durante o inverno havaiano
Sul-Americano
Etapas do WQS na América do Sul
Bud Tour
Circuito Norte-Americano entre 1992 e 1996
Reef Brazil Classic
Eventos em países sul-americanos entre 1996 e 2001
Nescau Surf Energy
Eventos no Brasil entre 1994 e 1996
O'neill Coldwater Series
Criado em 2009, com etapas em locações de água muito fria

A Austrália também teve seu Grand Slam durante anos (Guilherme Herdy inclusive foi campeão em 1996), mas atualmente nem sei se eles ainda definem campeões nacionais - não achei referências na internet. O que leva ao seguinte comentário: indiferente do formato, divulgação eficiente é fundamental.

Em 2009, o SuperSurf teve uma etapa com ondas impressionantes em Santa Catarina (tubos de dois metros no Santinho), vencida por um catarinense (Marco Polo). A disputa foi simultânea a um WCT com ondas decepcionantes na França e o webcast nacional chegava a ser mais interessante que o mundial, fato pra lá de raro. Porém a cobertura da imprensa foi quase nula. Dá para entender o porquê da mudança no SuperSurf - se nem a imprensa catarinense deu destaque para um evento desses, etapa do circuito nacional, em uma praia da capital, com ondas grandes, vencida por um talento local, é sinal de que a competição carecia mesmo de interesse. Vejamos como fica em 2010.

4 Comentários:

manoel disse...

faltou falr dum circuito interno do wqs:
o sul-americano com etapas disputas do wqs na américa do sul

Surfe Catarinense disse...

Valeu Manoel!

manoel disse...

eu que agradeço por vcs terem esse site
nao achei um melhor ateh hj
sempre tira as dúvidas minhas!
boa sorte e continuem assim!

manoel disse...

eu q agradeço pelo trabalho
de vcs
sempre tira minhas dúvidas
nao achei trabalho melhor na net ateh hj! inclusive o sul-americano eu vi por outro link d vcs msm!