Sexta-feira, Abril 30, 2010

O espetacular na vitória de Jadson André



A conquista de Jadson - a 16ª brasileira no tour principal - foi histórica por motivos diversos, entre eles:

Por ser no Brasil, o que não acontecia desde Peterson Rosa em 1998.

Por ser de um rookie (estreante no tour), o que não acontecia desde Bob Martinez em 2006.

Pela vitória na final ter sido sobre Slater, o que só havia acontecido uma vez, com Flávio Padaratz em 1994.

E além de histórica foi emocionante por diversos motivos, entre eles:

Por ter evitado mais um vice em casa - seria o segundo seguido. Slater derrotou Adriano no ano passado em condições semelhantes. Victor Ribas também perdeu para Damien Hobgood na Vila em 2005. Mais uma ia doer e virar tabu.

Pela dramaticidade. De suas três baterias no dia final, duas foram decididas nos últimos segundos. Na virada sobre Bourez (quartas) e na vitória sobre Dane Reynolds (semi) o resultado foi definido na última onda. E na decisão o escore também foi apertado, com suspense até a buzina.

Pela idade (Jadson é o mais jovem dos top 45, tem 20 anos) e por sua origem - como o potiguar declarou, "já aconteceram algumas coisas ruins na minha vida, mas isso é maravilhoso".

Pelo emoção e espontaneidade do campeão, que além de tudo é fluente em inglês, diferencial importante hoje em dia: "This is my dream. This is everything I have worked for in my life (...) I don't know how to put into words. It's a miracle".

Por Jadson ter sido não apenas o vencedor mas o principal destaque do evento (o standout, em inglês), mesmo sem deter os recordes. Segundo relato oficial da ASP.

Assisti os dois primeiros dias em Imbituba e os dois finais pelo webcast. Sendo honesto, a competição parecia morna até a reta final. Na praia e pela web transpareciam lamentos pelas condições, a inconstância do mar, as "ondas deitadas", menções a Saquarema. Algumas estrelas perdiam e outras avançavam com notas medianas. Mas o desfecho foi bem diferente. Reynolds comparando a Vila com a Califórnia, Patacchia adiando vôo para ver a decisão, exaltações, agradecimentos e comentários positivos.

Tive a impressão de que um divisor de águas - além do sol e da melhora na formação das ondas - foi a escovada de Jadson em Luke Munro nas oitavas, ainda na quarta-feira, quando fez quatro notas acima de 8. Como escreveu a ASP, "blending full-rail carves with effortless air reverses" (ou "misturando rasgadas com pleno uso da borda com air reverses sem esforço aparente", como o português pode ser complicado).

Jadson fez uma das três notas 9 da competição (é, só teve três) e a segunda maior pontuação, na semi contra Reynolds. Além de outras 13 notas acima de sete, em sete baterias. Se um rookie podia fazer high scores e impressionar juízes e público naquelas ondas, porque não os tops de sempre? "Nessas condições vai ser sempre difícil batê-lo", decretou Slater, conformado com o vice, mas ainda digerindo, e buscando consolo no óbvio: "Ele vai lembrar-se desse dia pelo resto da vida".

2010 - WT 03: Billabong Santa Catarina Pro

Billabong Santa Catarina Pro
3ª etapa do World Tour
Local: Vila de Imbituba (SC), Brasil
Data: 23 de abril a 2 de maio de 2010

Resultado
1º. Jadson André (RN)
2º. Kelly Slater (EUA)
3º. Dane Reynolds (EUA)
3º. Owen Wright (AUS)
5º. Michel Bourez (TAH)
5º. Taylor Knox (EUA)
5º. CJ Hobgood (EUA)
5º. Jordy Smith (AFS)

Final: Jadson André 14.4 d. Kelly Slater 14

Semifinais
Jadson Andre 17.70 d. Dane Reynolds 16.67
Kelly Slater 13.50 d. Owen Wright 10.56

Quartas-de-final
Jadson Andre 15.50 d. Michel Bourez 15.27
Dane Reynolds 14.27 d. CJ Hobgood 13.17
Owen Wright 13.34 d. Taylor Knox 12.43
Kelly Slater 15.43 d. Jordy Smith 13.87

Oitavas-de-final
Jadson Andre 16.83 d. Luke Munro 10.83
Michel Bourez 14.50. Joel Parkinson 7.43
Dane Reynolds 15.16 d. Adriano de Souza 12.67
CJ Hobgood 13.84 d. Travis Logie 9.8
Taylor Knox 15.93 d. Mick Fanning 14.83
Owen Wright 13.60 d. Jeremy Flores 8.90
Kelly Slater 13.27 d. Chris Davidson 12
Jordy Smith 13 d. Roy Powers 8.50

Round 3
Luke Munro 13.04 d. Bobby Martinez 10.84
Jadson Andre 15.26 d. Damien Hobgood 9.23
Michel Bourez 15.5 d. Kieren Perrow 10.17
Joel Parkinson 13.77 d. Matt Wilkinson 12.17
Adriano de Souza 13.73 d. Patrick Gudauskas 5.2
Dane Reynolds 14.66 d. Kekoa Bacalso 10
CJ Hobgood 12.83 d. Tom Whitaker 11.33
Travis Logie 13.6 d. Taj Burrow 13
Mick Fanning 14.5 d. Neco Padaratz 11.04
Taylor Knox 13 d. Tiago Pires 11.73
Owen Wright 13.77 d. Bede Durbidge 9.27
Jeremy Flores 15.5 d. Fredrick Patacchia 7.83
Kelly Slater 12.6 d. Tanner Gudauskas 6.83
Chris Davidson 12.37 d. Daniel Ross 12.17
Jordy Smith 17 d. Ben Dunn 9.83
Roy Powers 14.17 d. Adrian Buchan 9.66

Round 2
Taj Burrow 15.66 d. Tanio Barreto 8.84
Mick Fanning 13.83 d. Ricardo dos Santos 8.83
Kelly Slater 14.84 d. Messias Felix 8.17
Adriano de Souza 12.84 d. Blake Thornton 10.90
Fredrick Patacchia 10.26 d. Marco Polo 9.57
Travis Logie 12.63 d. Kai Otton 12.16
Adrian Buchan 13.50 d. Nate Yeomans 9.34
Kieren Perrow 13.47 d. Jay Thompson 10.90
Chris Davidson 13.33 d. Adam Melling 12.50
Luke Munro 9.07 d. Luke Stedman 8.96
Ben Dunn 13.33 d. Andy Irons 12.90
Daniel Ross 16.93 d. Brett Simpson 7.63
Michel Bourez 14.50 d. Dusty Payne 13.46
Jadson Andre 14.17 d. Drew Courtney 12.57
Roy Powers 13.60 d. Mick Campbell 10.40
Kekoa Bacalso 16 d. Dean Morrison 10.06

Round 1
1: Jeremy Flores 12.33, Adam Melling 11.64, Fred Patacchia 7.76
2: Dane Reynolds 13, Jay Thompson 9.17, Roy Powers 4.14
3: Neco Padaratz 14.5, Jadson Andre 13.24, Adriano Souza 12.17
4: B.Durbidge 12.17, Nate Yeomans 11.83, Michel Bourez 6.73
5: Jordy Smith 13.87, Travis Logie 12.33, Daniel Ross 11.16
6: Bobby Martinez 13.33, Andy Irons 11.37, Marco Polo 9.73
7: J.Parkinson 18.2, Blake Thornton 12.93, Luke Stedman 7.56
8: CJ Hobgood 12.1, Taj Burrow 10.67, Tanio Barreto 9.64
9: Tom Whitaker 13.67, Mick Fanning 10.8, Ricardo Santos 10.5
10: Tiago Pires 12.67, Messias Felix 11.83, Kelly Slater 10.17
11: T.Gudauskas 12.17, Dean Morrison 11.43, Kai Otton 10.84
12: M.Wilkinson 15.23, Adrian Buchan 12.53, Kekoa Bacalso 9.84
13: D.Hobgood 12.63, Mick Campbell 12.33, Luke Munro 8.27
14: Patrick Gudauskas 12.7, Ben Dunn 8.94, Kieren Perrow 6.97
15: Owen Wright 12, Chris Davidson 10.92, Brett Simpson 10.33
16: Taylor Knox 13.93, Dusty Payne 12.67, Drew Courtney 5.97

Ranking WT após 3ª etapa
1º. Kelly Slater (EUA) – 21.750 pts
2º. Jordy Smith (AFS) – 18.500
3º. Taj Burrow (AUS) – 18.250
4º. Mick Fanning (AUS) – 15.500
4º. Jadson André (RN) – 15.500


Informações complementares:
Houve quatro dias de competição, com ondas de 3 a 4 pés, com séries maiores nos primeiros dias; o fim-de-semana teve chuva e os dois dias finais (quarta e quinta-feira) sol.
Kelly Slater assumiu a liderança do ranking ao derrotar Jordy Smith nas quartas; Jordy seria o líder se vencesse.
Foi a primeira vitória de Jadson no tour, em seu terceiro evento. Nas quartas, ele virou o resultado sobre Bourez com um 8.6 em sua última onda. Na semi, Reynolds saiu de uma combinação para assumir a liderança a segundos do fim, mas Jadson venceu com um 9 em sua última onda.
A bateria decisiva teve 35 minutos e foi reiniciada uma vez devido a demora nas ondas. Slater chegou a liderar com duas notas 6.5, mas Jadson recebeu um 8 (por uma esquerda em que acertou dois aerials) e assumiu a ponta com uma direita (6.4); Slater encostou no placar com um 7.5, mas ficou precisando de 6.91.
Com a vitória, Jadson repetiu o feito de Peterson Rosa em 1998, na Barra da Tijuca.
Desde a conquista de Bob Martinez em Teahupoo 2006 um rookie (estreante) não vencia uma etapa do WT.
Foi a quarta final de Slater no Brasil (igualando marca de Mick Fanning, Taj Burrow e Dave Macaulay), a segunda seguida - no ano anterior, derrotou Adriano de Souza.
Foi apenas a segunda vez que Kelly Slater perdeu uma final de WT para um brasileiro - a anterior foi em 1994, para Flávio Padaratz, em Hossegor/França.
As maiores notas do evento foram feitas por Joel Parkinson (9.93 no round 1 por duas rasgadas e um aerial muito alto) e Dane Reynolds (9.77 nas quartas por uma onda em que acertou um '360 method air'). Joel Parkinson fez a maior somatória do evento (18.2 no round 1) e Jadson André a segunda maior (17.7 na semi).
Durante a premiação foi feita uma homenagem a Edson Ledo Ronchi, vítima de latrocínio semanas antes do evento, em Florianópolis; Slater presenteou os filhos de Ledo com seu troféu e camisetas de competição.
Espelho de bateria / Site oficial
Cobertura ASP / SurfersVillage / Waves / Surfline / SurfingLife ESPN
Diário Júlio Adler
PowerRankings Ian Cairns
Comentários Datasurfe / Luciano Burin / Lucas Franceschini / Sandro Boy / Freire Neto
Vídeos InSurfNews / Tatuíra / AIPE

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Quinta-feira, Abril 29, 2010

1996 - WQS 34: Quiksilver Pantin Surf Classic

Quiksilver Pantin Surf Classic
34ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Pantin, Galicia, Espanha
Data: 15 a 17 de agosto de 1996

Resultado
1º. Eneko Acero (ESP)
2º. Quintin Jones (AFS)
3º. Michael Campbell (AUS)
4º. Maicon Rosa (PR)
5º. Todd Kline (EUA)
5º. Paul Paterson (AUS)
7º. Mitch Dawkings (AUS)
7º. Marc Jackson (GBR)

Semifinais
1: Mick Campbell, Quintin Jo, Todd Kline, Mitch Dawkings
2: Maicon Rosa, Eneko Acero, Paul Paterson, Marc Jackson

Quartas-de-final
1: Mick Campbell, Todd Kline, Taj Burrow, Will Lewis
2: Quintin Jo, Mitch Dawkings, Greg Emslie, João Antunes
3: Eneko Acero, Marc Jackson, Toby Martin, Luke Hitchings
4: Paul Paterson, Maicon Rosa, Hank Mills, Joey Jenkins


Informações complementares:
Eneko Acero recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Todos os eventos cadastrados de 1996

Quarta-feira, Abril 28, 2010

1978 - Rock Surf & Brotos

Rock Surf & Brotos
Local: Joaquina, Florianópolis
Data: 21 a 23 de julho de 1978

Resultado
1º. Caxito
2º. Bichinho
3º. Touro
4º. Bita Pereira


Informações complementares:
O evento foi organizado por Cacau Menezes e Ricardinho Machado, com patrocínio da loja Hubert’s Center Jeans e apoio da secretaria municipal de turismo.
"Rock Surf & Brotos" era o nome do jornal que a dupla fazia - o cartaz da competição foi capa de uma edição. Segundo Ricardinho, foi a primeira vez que uma multidão tão grande se reuniu na Joaquina.
A competição durou três dias "de frio intenso". O estacionamento da Joaquina ainda não existia. As condições do mar no segundo dia estavam "péssimas".
Os juízes eram Foca (carioca), Tupi (South Shore), Correa, Eloá Miranda (O Estado) e Marreco.
Caxito era de Joinville e havia alcançado as semifinais do Festival de Saquarema, meses antes. Ele ganhou uma passagem aérea para o Rio de Janeiro e CR$ 3 milhões.
O delegado Elói comandou uma grande blitz policial no acesso à praia durante o evento.
Então prefeito da cidade, Esperidião Amin encomendou um bolo com glacê para comemorar a conclusão da estrada de lajotas entre a Lagoa da Conceição e a Joaquina; mas na hora de distribuir descobriu-se que o bolo havia sumido.
Registro Vídeo RBS no Alohapaziada
Fonte: Maurio Borges/Alohapaziada

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Terça-feira, Abril 27, 2010

Agenda: junho de 2010

No mês em que começa a Copa do Mundo de Futebol (vai de 11 de junho a 11 de julho), não haverá ação no WT, nem Primes ou etapas do Brasil Tour.

Os principais eventos previstos são WQS/Stars: quatro etapas (duas no Brasil), todas a partir da segunda quinzena do mês. O 6 estrelas em Arugam Bay marca a estreia do SriLanka no tour, e ocupa a data do extinto (e saudoso) evento de Maldivas. Já o Hawaii recebe seu terceiro Qualifying do ano (os anteriores foram em Sunset e Pipeline), desta vez em Ala Moana.

Os outros dois são no Brasil: o Farol de Santa Marta, no litoral sul catarinense, também estreia no tour com um 5 estrelas; e Maresias recebe o segundo SuperSurf do ano (circuito interno do Qualifying que entregará um carro ao melhor surfista). Esta etapa - que termina apenas em julho - seria no Santinho, em Florianópolis, mas trocou de data com a de Maresias por causa da restrição ao surfe em Santa Catarina na época da tainha.

15ª etapa: SriLankan Airlines Pro
Local: Arugam Bay, Sri Lanka
Data: 18 a 24 de junho - 6 estrelas - US$ 145 mil

16ª etapa: Sponsor Me Hawaii
Local: Ala Moana Bowls, Oahu, Hawaii
Data: 14 a 26 de junho - 2 estrelas - US$ 25 mil

17ª etapa: South to South Santa Marta Pro
Local: Farol de Santa Marta, Laguna (SC), Brasil
Data: 22 a 27 de junho - 5 estrelas - US$ 85 mil

18ª etapa: Super Surf International
Local: Maresias, São Sebastião, Brasil
Data: 29 de junho a 4 de julho - 4 estrelas - US$ 85 mil


A segunda etapa do Circuito Catarinense também será em junho, assim como eventos de outros estaduais/regionais, como o Paulista.

2ª etapa do Circuito Catarinense
Local: Mole/Fpolis
Data: 18 a 20 de junho

1996 - WQS 33: Red Dog Summer Pro

Red Dog Summer Pro
33ª etapa do World Qualifying Series
1 estrela - US$ 10 mil
Local: Kewalo's (móvel), South Shore, Oahu, Hawaii
Data: 9 a 10 de agosto de 1996

Resultado
1º. Andy Irons (HAW)
2º. Larry Rios (HAW)
3º. Gavin Sutherland (HAW)
4º. Daniel Kelekoma (HAW)
5º. Brian Pacheco (HAW)
5º. Jun Jo (HAW)
7º. Myles Padaca (HAW)
7º. Noah Budroe (HAW)

Semifinais
1: Andy Irons, Larry Rios, Brian Pacheco, Myles Padaca
2: Daniel Kelekoma, Gavin Sutherland, Jun Jo, Noah Budroe

Quartas-de-final
1: Andy Irons, Brian Pacheco, Eddie Cheplic, Yosuke Jo
2: Larry Rios, Myles Padaca, Richard Jaquias, Jason Gantz
3: Jun Jo, Daniel Kelekoma, Ronnie Yamada, Pancho Sullivan
4: Gavin Sutherland, Noah Budroe, Tory Barron, Nathan Metzger


Informações complementares:
Andy Irons recebeu US$ 2,5 mil. Foi sua segunda vitória no WQS - a anterior também foi no Hawaii, em Pipeline.
Espelho de bateria

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Todos os países do circuito mundial


Canadá estreou em outubro de 2009

A lista de países que já receberam eventos da ASP passa de trinta, segundo levantamento do Datasurfe. O número exato é difícil precisar pela presença de territórios que não constituem países propriamente ditos, como os protetorados franceses das Ilhas Reunião e Guadalupe; e do Hawaii, um estado norte-americano, no entanto considerado nação à parte no mundo do surfe, por ser berço e meca do esporte.

Segue uma lista de países em ordem cronólogica de estreia no circuito mundial (WT e WQS) a partir de 1976. Vale lembrar que alguns sediaram campeonatos mundiais antes do tour, como o Peru em 1965 e Porto Rico em 1968.

1976
Costa Leste/EUA | Hawaii/EUA | Austrália | África do Sul | Nova Zelândia | Brasil
1979
Japão
1981
Costa Oeste/EUA | Bali/Indonésia
1983
França | Inglaterra | Porto Rico
1988
Espanha
1989
Portugal
1992
Ilhas Reunião
1993
Chile | Venezuela | Vietnã
1994
Peru | Panamá | Costa Rica | Java/Indonésia
1996
Uruguai | Argentina | Nias/Sumatra/Simbawa/Indonésia
1997
Tahiti/Polinésia Francesa | Guadalupe | México
1999
Ilhas Fiji
2001
Itália | Maldivas | Ilhas Canárias/Espanha
2005
Equador
2006
Escócia
2007
Barbados
2009
Tasmânia/Austrália | Açores/Portugal | Canadá
2010
SriLanka
2012
China

Em termos de potencial, podemos dizer que a lista ainda tem algumas ausências evidentes, como Marrocos, Irlanda (ambos com representantes no circuito), Moçambique, Filipinas, Tailândia, El Salvador, Nicarágua...

Campeonatos na Vila, em Imbituba (SC)


Chicão na 'Vila Irada' de 1986. Encontrei aqui

Sede da etapa brasileira do WT de 2003 a 2010, Vila é apresenta regularidade inquestionável, como atesta o levantamento de campeonatos profissionais (estaduais, nacionais ou mundiais) realizados na praia. Constam na lista a época do ano e o tamanho do mar (auge ou média, durante a competição ou só no dia decisivo) em cada evento. Vale lembrar que a medição do tamanho das ondas é sempre feita com critérios subjetivos (o que está citado aqui é o que a imprensa divulgou na época).

Quanto à importância histórica de Imbituba na história do surfe nacional, recomendo a leitura do texto de Maurio Borges no Alohapaziada.

2010
WCT: Billabong - Abril - 5 pés - Jadson André/Kelly Slater

2009
WCT: HLoose - Jun/Jul - 6 pés - Kelly Slater/Adriano de Souza
Estadual: 5ª etapa - Dez - 8 pés - Davi de Jesus/Tânio Barreto

2008
WCT: HLoose - Out/Nov - 5 pés - Bede Durbidge/Jeremy Flores
Estadual: 5ª etapa - Dez - 5 pés - Marco Polo/Beto Mariano

2007
WCT: HLoose - Out/Nov - 7 pés - Mick Fanning/Kai Otton
Estadual: 4ª etapa - Set - 5 pés - Guga Arruda/Tânio Barreto

2006
WCT: NSchin - Out/Nov - 8 pés - Mick Fanning/Damien Hobgood
Estadual: 3ª etapa - Jun/Jul - 8 pés - Guga Arruda/Guilherme Ferreira

2005
WCT: NSchin - Out/Nov - 3 pés - Damien Hobgood/Victor Ribas

2004
WCT: NSchin - Out/Nov - 5 pés - Taj Burrow/Tom Whitaker

2003
WCT: NSchin - Out/Nov - 6 pés - Kelly Slater/Mick Fanning
Estadual: 3ª etapa - Abr - 6 pés - Fábio Carvalho/Guilherme Ferreira

2001
SuperSurf: 6ª etapa - Nov - 5 pés - Otávio Lima, Danilo Costa

2000
SuperSurf: 6ª etapa - Nov - 3 pés - Flávio Padaratz/Fábio Gouveia

1999
Especial: NoFear - Jul - 10 pés - Fábio Carvalho/Dê da Barra

1998
Estadual: 4ª etapa - Set/Out - 5 pés - Flávio Padaratz/Jair de Oliveira

1995
Estadual: 3ª etapa - Jul - ? pés - Fábio Carvalho/Roni Ronaldo

1994
WQS2/Abrasp: Op Pro - Jan - 8 pés - Tadeu Pereira/Paulo Matos

1986
Estadual: 5ª etapa - 12 pés - Saulo Lira

Segunda-feira, Abril 26, 2010

2010 - WQS 11: Protest Vendee Pro

Protest Vendee Pro
11ª etapa do World Qualifying Series
4 estrelas - US$ 85 mil
Local: Bretignolles sur Mer, França
Data: 21 a 25 de abril de 2010

Resultado
1º. Joan Duru (FRA)
2º. Glen Hall (IRL)
3º. Rudy Palmboom (ZAF)
3º. Romain Cloitre (FRA)
5º. Frederic Robin (REU)
5º. Alain Riou (PYF)
5º. Romain Laulhe (FRA)
5º. Marc Lacomare (FRA)

Final: Joan Duru 13.66 d. Glen Hall 6.66

Semifinais
1: Joan Duru 16.33 d. Rudy Palmboom 7.67
2: Glen Hall 14.84 d. Romain Cloitre 11.43

Quartas-de-final
1: Rudy Palmboom 13 d. Frederic Robin 9.56
2: Joan Duru 15.74 d. Alain Riou 12.2
3: Glen Hall 14 d. Romain Laulhe 8.06
4: Romain Cloitre 10.5 d. Marc Lacomare 6.23

Round 4
1: Palmboom 13.17, Riou 11.67, B.Morris 11.43, D.Chaudoy 5.12
2: J.Duru 13.96, F.Robin 13.76, T.Boal 11.77, J.Berasaluce 8.83
3: G.Hall 14.83, Lacomare 8.57, N.Rupp 8.33, V.Duvignac 3.16
4: Cloitre 10.93, R.Laulhe 10, B.Stairmand 7.87, A.El Harim 6.4


Informações complementares:
Houve quatro dias de competição (e um de adiamento), com ondas de 3 a 4 pés em La Sauzaie.
Glenn Hall fez as maiores notas (8.5 nos rounds de 64 e 16) e Joan Duru a maior somatória (16.33 na semi) do evento.
Foi a segunda vez consecutiva que Joan Duru venceu o Vendee Pro - ele tornou-se o primeiro bicampeão do evento.
Foi a segunda etapa do WQS (de um total de 12) na Europa.
Espelho de bateria/Site oficial
Cobertura ASP / SurfersVillage

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Domingo, Abril 25, 2010

1996 - WQS 28: Golden Breed World Challenge

CHP Golden Breed World Challenge
28ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Shidashita, Chiba, Japão
Data: 20 a 21 de julho de 1996

Resultado
1º. Shawn Sutton (HAW)
2º. Ryan Simmons (EUA)
3º. Darren Tatsuno (HAW)
4º. Pete Rocky (EUA)
5º. Jason Bogle (EUA)
5º. Naohisa Ogawa (JAP)
7º. Atushi Imamura (JAP)
7º. Hiraku Ogawa (JAP)

Semifinais
1: Shawn Sutton, Pete Rocky, Jason Bogle, Atushi Imamura
2: R.Simmons, Darren Tatsuno, Naohisa Ogawa, Hiraku Ogawa

Quartas-de-final
1: Shawn Sutton, Pete Rocky, Mathew Pitts, Masakazu Kono
2: Atushi Imamura, Jason Bogle, Daisuke Imamura, Ismael Dully
3: R.Simmons, N.Ogawa, Yoshiaki Fukuda, Mamoru Hasegawa
4: D.Tatsuno, Hiraku Ogawa, Matt Keenan, Takuya Miyazaki


Informações complementares:
Shawn Sutton recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Sábado, Abril 24, 2010

1996 - WQS 27: Glodina Beach Night Classic

Glodina Beach Night Classic
27ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Natal, Durban, África do Sul
Data: 12 a 14 de julho de 1996

Resultado
1º. Todd Prestage (AUS)
2º. Renan Rocha (SP)
3º. Jair Oliveira (SP)
4º. Conan Hayes (HAW)
5º. Peter Mel (EUA)
5º. Joel Fitzgerald (AUS)
7º. Dunga Neto (PE)
7º. Richard Lovett (AUS)

Semifinais
1: Conan Hayes, Renan Rocha, Peter Mel, Dunga Neto
2: Todd Prestage, Jair Oliveira, Joel Fitzgerald, Richard Lovett

Quartas-de-final
1: Peter Mel, Renan Rocha, Richard Edy, Russel Winter
2: Conan Hayes, Dunga Neto, Wagner Pupo, Fábio Gouveia
3: Todd Prestage, Jair Oliveira, Jason Collins, Pedro Muller
4: Joel Fitzgerald, Richard Lovett, Jojó Olivença, Marc Jackson


Informações complementares:
Todd Prestage recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Sexta-feira, Abril 23, 2010

Dez campeonatos para ver e rever (no mundo)

Mais uma da série "imaginemos que fosse possível voltar no tempo para assistir a dez eventos", porém mirando em horizontes mais distantes. Se a lista nacional foi difícil, a internacional nem se fala, parece impossível selecionar dez entre milhares. Segue a tentativa.

1 - Um evento em Waimea
Pelo menos um, porque o cenário é dos mais cativantes. Meu principal candidato seria o Smirnoff de 1974, que começou em Sunset e foi encerrado em Waimea. A participação de Mark Richards, então com 18 anos, foi um marco para a geração Free Ride. Séries fecharam a baía, James Jones quase morreu (foi salvo por Eddie Aikau) e Reno Abellira foi o campeão.
Outra opção seria escolher um Eddie - assisti a edição de 1995, que não foi finalizada porque as ondas diminuíram. A primeira (1987, vencida por Clyde Aikau) e a última (2009, por Greg Long) seriam boas opções.

2 - Bells Beach Classic de 1981
Para ver 15 pés de onda no "Large Saturday" e a conquista marcante de Simon Anderson com sua triquilha. Pela importância histórica, Bells não poderia ficar fora da lista. Sede do segundo evento mais antigo do tour, recebe desde os tempos de Michael Peterson muitos ícones do esporte. Mas a onda é cheia e para valer o espetáculo o mar tem que estar grande - de preferência muito, como em 1981.

3 - Uma edição do Pipemasters
Com quase 40 concluídas, é muito difícil escolher uma. Há campeões dos mais diversos, de Gerry Lopez a Jamie O’Brien, passando por Dane Kealoha, os irmãos Ho, Occy, Carroll, Slater, os irmãos Irons... e quase todas as disputas com condições cinematográficas. Sem falar que quase dez títulos mundiais foram decididos em seus tubos.
Fica o registro de que a única edição que assisti, a de 1995, teve ingredientes de sobra: quatro dias de ondas espetaculares, o bom desempenho brasileiro, o retorno de Occy, derrubando o líder do ranking Sunny Garcia, o hang five de Slater e Machado na semi, a decisão do título mundial na última bateria e o tri de Slater.
Mas um dos Pipemasters vencido por Tom Carroll também seria uma boa pedida - talvez o de 1987, seu primeiro, quando o falecido Ronnie Burns foi vice-campeão.

4 - Um evento em Teahupoo
Bruno Santos que me perdoe (no ano em que ele venceu, a triagem foi melhor que o evento principal), mas escolheria uma entre duas outras edições: a primeira, em 1999, pelo impacto da estréia e talvez pela vitória de Occy; ou ainda melhor, a de 2002, que teve as maiores ondas - séries passando de 12 pés, acidentes, feridos, Peterson derrotando Slater e Andy Irons campeão.

5 - Um evento em Jeffrey's Bay
O de estreia, em 1984, lidera a lista de preferências - em especial pela primeira vitória de Mark Occhilupo no tour. Porém muitas das treze edições mais recentes pelo WT tem atrativos de sobra.

6 - Um evento em G-Land
Alguns lugares justificam a escolha por si só, caso de Grajagan, em Java. A estreia no tour em 1995 foi histórica, recorde de notas 10, vitória de Slater, um dos melhores campeonatos de todos os tempos. A de 1996 foi vencida por Beschen e a de 1997 por Luke Egan. Todas tiveram altas ondas e um brasileiro nas quartas-de-final. Como só houve essas três, fico com a primeira.

7 - Um evento na França
Incluir Hossegor na lista pode ser uma escolha questionável, mas vale considerar pelo menos três eventos em seus beachbreaks. O Rip Curl Pro 1994 teve ótimos tubos e a vitória de Flávio Padaratz sobre Kelly Slater na final (até 2010 a única derrota de Slater para um brasileiro em uma decisão). O Quik Pro de 2002 teve a vitória de Neco Padaratz sobre o futuro tricampeão mundial Andy Irons, também em altas ondas. E o Quik Pro de 2004 teve ondas de 12 pés havaianos e a única final entre irmãos da história da ASP (os Irons).

8 - Um evento em Gold Coast
De preferência em Kirra Point, no auge. Dois eventos - ambos com disputas também em Burleigh Heads - despertam a atenção: no de
1996, houve a estreia de Kirra no tour, o recorde de Beschen (três notas 10 na mesma bateria) e a semifinal de Flávio Padaratz. No de 1997, houve a final de Peterson Rosa, a semi de Neco e mais uma vitória de Slater.

9 - Uma das cinco edições do The Search
No período mais recente, o evento itinerante da Rip Curl trouxe um atmosfera permanente de novidade ao circuito mundial. Nesse contexto, Ilhas Reunião, México, Chile, Bali e Portugal seriam destinos muito bem-vindos nesta lista, mas tão díspares entre si que fica difícil escolher um.

10 - Um evento em Sunset Beach
A primeira indicação desta lista até cita um evento que começou em Sunset (o Smirnoff 1974), mas acabou em Waimea. E Sunset merece uma versão completa. Primeira praia do north shore a receber competições, suas direitas já receberam mais de noventa campeonatos, segundo levantamento do Datasurfe. Dos tempos do Duke Invitational aos atuais encerramentos do Qualifying, foram muitos memoráveis. Pode-se escolher uma das longínquas vitórias de Jeff Hackman, a única conquista de Eddie Aikau no tour, o primeiro título de Tom Carroll, ou algo recente, como o World Cup de 2008, um dos maiores mares da história da ASP.

Não entraram na lista, mas poderiam (ou até deveriam):

- Um evento em Trestles. Não incluir a Califórnia entre os top 10 pode ser uma falha e Lowers é a melhor opção - apesar de Steamer Lane também ter seus méritos. Huntington Beach teve eventos históricos (inclusive aquele da quebradeira em 1986), mas chega de beachbreak.

- E por falar em Califórnia, tem também o Mundial de 1966, em San Diego, vencido por Nat Young. Pela questão histórica, da transição dos longboards para as pranchinhas. Além de ser um campeonato no modelo antigo e portanto bem diferente dos atuais.

- Um evento em Margaret River. De preferência um vencido por Tom Carroll no auge. Ou pelo Neco Padaratz, se o lado torcedor falar mais alto.

- Um evento em Mundaka. Mas é preciso ver qual das nove edições foi realmente em Mundaka e teve pelo menos oito pés de onda.

- A etapa do mundial de 1985 em Outer Kom, vencida por Wes Laine. Ondas grandes tem um fascínio inegável; 12 a 15 pés no ambiente peculiar de Cape Town é um ingrediente interessante.

- Um evento em Tavarua, outro destino idílico do tour. Quem sabe uma das duas edições com vice-campeões brasileiros. O principal aqui é a onda.

- Um evento nas Maldivas. Porque há lugares (como G-Land e Tavarua) que se justificam por si só (ou pelo free surfe nas horas vagas). Em nove edições do WQS nas Maldivas houve um título (Heitor Alves, 2007) e três vices brasileiros, o que poderia ser o diferencial na escolha.

- O Japan Quik Pro de 2005, que teve altas ondas (seis pés a la Off-the-Wall) e um clássico confronto entre Andy Irons e Kelly Slater na final.

Muitos eventos memoráveis não foram citados, o que ilustra como é rica a história do surfe competição. Não especifiquei por exemplo nenhuma vitória do Tom Curren (e ele venceu 36 etapas, inclusive em Haleiwa, Bells, Burleigh Heads e Steamer Lane). Tampouco inclui uma das 16 vitórias de Martin Potter, ou alguma de Mark Richards, Cheyne Horan, todos ídolos a seu tempo. Por mais imprecisa que fique a lista, a impressão é que nunca está abrangente o suficiente.

1996 - WQS 24: The Body Glove

The Body Glove
24ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Oceanside, Califórnia, EUA
Data: 18 a 23 de junho de 1996

Resultado
1º. Shawn Sutton (HAW)
2º. Keith Malloy (EUA)
3º. Cory Lopez (EUA)
4º. Ben Bourgeois (EUA)
5º. Chris Drummy (HAW)
5º. Chris Ward (EUA)
7º. Jeremy Sommerville (EUA)
7º. David Gonsalves (HAW)

Semifinais
1: S.Sutton, Keith Malloy, Chris Drummy, Jeremy Sommerville
2: Ben Bourgeois, Cory Lopez, Chris Ward, David Gonsalves

Quartas-de-final
1: Keith Malloy, Chris Drummy, Peter Mendia, Benji Weatherly
2: S.Sutton, Jeremy Sommerville, Eric Viscosi, Peter Mel
3: Ben Bourgeois, Cory Lopez, Larry Rios, Richie Collins
4: Chris Ward, David Gonsalves, Kasey Curtis, Dino Andino


Informações complementares:
Shawn Sutton recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Quinta-feira, Abril 22, 2010

1996 - WQS 21: Oshman's World Challenge

Oshman's World Challenge
21ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Torami Beach, Chiba, Japão
Data: 1 a 2 de junho de 1996

Resultado
1º. Michael Lowe (AUS)
2º. Marty Thomas (HAW)
3º. Tetsuya Urayama (JAP)
4º. Tosihiro Sekiya (JAP)
5º. Tomofumi Yoshioka (JAP)
5º. Todd Kline (EUA)
7º. Jay Larson (EUA)
7º. Kazunori Numajiri (JAP)

Semifinais
1: Marty Thomas, T.Sekiya, Tomofumi Yoshioka, Jay Larson
2: Mick Lowe, Tetsuya Urayama, Todd Kline, Kazunori Numajiri

Quartas-de-final
1: T.Sekiya, Marty Thomas, Toby Martin, Pete Rocky
2: T.Yoshioka, Jay Larson, Mick Campbell, Kazuyuki Chiba
3: Todd Kline, T.Urayama, Benji Weatherly, Takayuki Fukuchi
4: Mick Lowe, K.Numajiri, Naohisa Ogawa, Isamu Furukawa


Informações complementares:
Michael Lowe recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Quarta-feira, Abril 21, 2010

1996 - WQS 20: Marui Surfing Life World Challenge

Marui Surfing Life World Challenge
20ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Torami Beach, Chiba, Japão
Data: 20 a 21 de maio de 1996

Resultado
1º. Nathan Webster (AUS)
2º. Michael Barry (AUS)
3º. Richard Lovett (AUS)
4º. Jeff Booth (EUA)
5º. Renan Rocha (SP)
5º. Kaipo Jaquias (HAW)
7º. Justin Poston (EUA)
7º. John Shimooka (HAW)

Semifinais
1: Michael Barry, Richard Lovett, Renan Rocha, Justin Poston
2: Jeff Booth, Nathan Webster, Kaipo Jaquias, John Shimooka

Quartas-de-final
1: Renan Rocha, Richard Lovett, Fábio Gouveia, Doug Silva
2: Michael Barry, Justin Poston, Mick Lowe, Atushi Imamura
3: John Shimooka, Kaipo Jaquias, Kalani Robb, Todd Prestage
4: Nathan Webster, Jeff Booth, Todd Kline, Mineto Ushikoshi


Informações complementares:
Nathan Webster recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Terça-feira, Abril 20, 2010

Troca de guarda?

Dane Reynolds e Jordy Smith são os nomes mais recorrentes quando o assunto é renovação no topo da elite, as principais apostas para manter o glamour do circuito na cada vez mais próxima era pós-Slater.

Não sou eu que afirmo. Júlio Adler traçou paralelos entre Dane Reynolds e Martin Potter, e Steve Shearer escreveu no começo do ano que "Dane efetivamente estabeleceu o padrão de julgamento sobre o qual o título mundial será decidido (...) o novo critério definiu o surfe de Reynolds como seu ideal e os demais top 10 serão julgados de acordo".

Falta porém a troca de guarda se confirmar no pódio. Slater, Fanning, Taj e Parko ainda monopolizam as finais. Com um detalhe: Fanning e Parko competem no circuito há quase uma década, mas nasceram em 1981. Ou seja, a julgar pelo exemplo de Slater e Taylor Knox, não será a idade que impedirá o atual campeão e vice mundial de competirem por mais uns dez anos se quiserem.

De volta à Dane e Jordy, 2010 é a terceira temporada de ambos no WT (estrearam em 2008, após dobradinha no WQS). Hora de render resultados a altura das expectativas. Salvo raras exceções (das quais Andy Irons e Luke Egan são as mais evidentes), os campeões e vices mundiais sempre chegaram aos top 5 em seus primeiros três anos no tour.

Na disputa particular entre os dois, Dane levou vantagem sobre Jordy nos dois primeiros anos, tanto nos rankings finais quanto nos melhores resultados. No ano de estreia, Reynolds fez três quartas-de-final. Na temporada passada, duas semis (J-Bay e Pipe) e a primeira final, em Trestles, o que lhe valeu o primeiro top 10 da carreira.

Jordy venceu o WQS 2007, mas demorou mais a render na elite. Como rookie não passou das oitavas. No ano passado fez a primeira semi em Bells e foi às quartas em Portugal. Terminou em 11º no ranking (uma posição abaixo de Dane) porque foi às oitavas em outros quatro eventos.

Feitos bem aquém do que se espera dos novos messias. Ainda mais se comparado com outros talentos da mesma geração (mas com um pouco mais de experiência), como Adriano de Souza e Jeremy Flores, ambos ex-campeões do WQS. As idades são semelhantes: Reynolds é de 1985, Adriano de 1987, Jordy e Jeremy de 1988.

Primeiro do quarteto a chegar na elite, Adriano subiu com o título WQS de 2005. Seu retrospecto recente - que já rendeu uma postagem no Datasurfe - é disparado o melhor: em sua quinta temporada, foi top 10 dois anos seguidos, com três finais e uma vitória na bagagem (único dos quatro com esse tipo de troféu).

O francês entrou um ano depois e logo na primeira temporada foi aos top 10, repetindo o feito em 2008. Somava uma final e três semis em dois anos no tour quando se contundiu em 2009. Perdeu três etapas, não passou das oitavas nas outras sete, mas manteve a vaga e agora - em sua quarta temporada - busca retomar o rumo do pódio.

Elaborei para efeitos comparativos essas pequenas tabelas com as colocações e os resultados do quarteto; faz sentido mas parece coisa de maluco, portanto se preferir pule ao próximo parágrafo.

Colocação por ano
2006 | AS 20
2007 | JF 8 | AS 28
2008 | AS 7 | JF 10 | DR 22 | JS 26
2009 | AS 5 | DR 10 | JS 11 | JF 24

Resultados por ano
2006 | AS 1SF 1QF
2007 | JF 1SF 2QF | AS 1QF
2008 | AS 2SF 3QF | JF 1F 2SF | DR 3QF | JS R4
2009 | AS 3F 2QF | DR 1F 2SF | JS 1SF 1QF | JF R4

Este ano Jordy largou na frente. Fez enfim sua primeira decisão, em Gold Coast, derrotando Slater nas oitavas e Dane na semifinal. Com as quartas em Bells, vem ao Brasil em terceiro no ranking, pela primeira vez vislumbrando real grandeza no tour. Haja talento para tanta gente falar em título mundial de alguém que nunca foi top 10 e cuja primeira final aconteceu há menos de dois meses. Mas como Slater pulou de 43º em 1991 para 1º em 1992, deixa quieto.

Adriano vem no encalço, com duas quartas seguidas e ciente de que precisa passar disso para mirar nos top 5 pelo segundo ano seguido. Dane fez a semi em Gold Coast (quando motivou aquela citação do Shearer sobre ser o ideal) e em seguida, para não perder o hábito, sequer foi às oitavas em Bells. E Jeremy Flores ainda não passou do round 3.

O que lembra Gold Coast, quando Jordy e Dane avançaram no round 3 com resultados polêmicos - a turma do Ondas não engoliu as derrotas de Tiago Pires e Jeremy Flores. Mas não adianta se iludir, o jogo é esse mesmo: o próprio Slater tem entre seus recordes o de controvérsias...

1996 - WQS 19: Town and Country

Town and Country
19ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Ala Moana, Oahu, Hawaii
Data: 14 a 19 de maio de 1996

Resultado
1º. Sunny Garcia (HAW)
2º. Conan Hayes (HAW)
3º. John Gomes (HAW)
4º. Shea Lopez (EUA)
5º. Larry Rios (HAW)
5º. Keith Malloy (EUA)
7º. Cory Lopez (EUA)
7º. Cade Oyadomari (HAW)

Semifinais
1: Shea Lopez, Sunny Garcia, Larry Rios, Cory Lopez
2: John Gomes, Conan Hayes, Keith Malloy, Cade Oyadomari

Quartas-de-final
1: L.Rios, Sunny Garcia, David Gonsalves, Chris Gallagher
2: Cory Lopez, Shea Lopez, Michael Ho, Eric Viscosi
3: John Gomes, Keith Malloy, Chad Delgado, Rainos Hayes
4: Cade Oyadomari, Conan Hayes, Jason Gantz, Chris Drummy


Informações complementares:
Sunny Garcia recebeu US$ 4 mil. Foi sua 16ª vitória no WQS.
Espelho de bateria

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Segunda-feira, Abril 19, 2010

O registro ideal

Aqui no Datasurfe, o formato dos resumos de campeonato vem evoluindo (ou assim gosto de pensar) desde a criação do banco de dados em 2006. É um verdadeiro trabalho de formiga: incluir as novas informações que a pesquisa apura, mas também repensar a forma como são apresentadas, para facilitar a consulta posterior.

Mas há limites óbvios para o que cabe em um blog. Por isso o resumo de cada evento no Datasurfe não pode ter muito mais do que já tem: uma mistura de ficha técnica com um breve texto, e sempre que possível muitos links, que possibilitem a quem consulta aprofundar sua pesquisa em outros lugares.

O formato ideal para registro dos campeonatos, o mais completo e detalhado, na verdade já existe: são os próprios sites que fazem a transmissão dos eventos. A lógica deles também é resultado de uma evolução. Nos bons, é possível encontrar com praticidade as principais informações. O espelho de baterias, a cada fase. Os resultados, com as somatórias. O resumo de cada bateria, com a ordem das ondas surfadas e não apenas as médias, mas as notas de cada juiz. Os recordes do evento e por dia. O relato cotidiano nas notícias. Às vezes, fotos e vídeos, com os destaques por dia e até mesmo o heat-on-demand, com resumo de cada bateria.

Seria o registro perfeito de cada evento para consulta posterior, não fosse um detalhe: é procedimento comum o patrocinador tirar o site do ar algum tempo depois do fim do campeonato. Se esses links fossem permanentes, bastaria ao Datasurfe - ou mesmo a ASP se quisesse - registrar seu endereço e pronto: dez anos atrás, Fulano teve seu momento singular de sucesso no circuito ao vencer uma bateria de um evento; hoje ele poderia resgatar essas informações com poucos cliques.

Mas os links não são permanentes, seja no mundial ou no brasileiro, os principais patrocinadores e as próprias entidades ocasionalmente reformulam seus sites e tudo vai para a lixeira (ou, na melhor das hipóteses, para algum computador particular). Os portais de notícias segmentadas fazem o mesmo: ao promover mudanças, raros tem a preocupação de manter a estrutura do que publicaram nos anos anteriores.

Prova disso é a quantidade de links no Datasurfe que batem no aviso "página não encontrada".

Da parte do patrocinador, que não gasta pouco para montar um site desses, isso é dinheiro jogado fora. E também oportunidade perdida, se pensarmos nos campeonatos como eventos de marketing. Para quem procura informações, é dificuldade ou memória apagada.

Qual o investimento necessário para manter esses sites em arquivo e com isso perpetuar a história de cada evento? Provavelmente bem menos do que custará para reunir tudo de novo quando, no futuro, enfim despertar o interesse.

Creio que enquanto não mudarem esse procedimento, não apenas os campeonatos do passado, mas também os próximos estarão fadados ao esquecimento - ou ao monopólio da informação, o que às vezes dá na mesma.

2010 - WQS 10: O'Neill Coldwater Classic Scotland

O'Neill Coldwater Classic Scotland
10ª etapa do World Qualifying Series
6 estrelas - US$ 145 mil
Local: Thurso, Escócia
Data: 13 a 19 de abril de 2010

Resultado
1º. Royden Bryson (AFS)
2º. Yuri Sodré (RJ)
3º. Raoni Monteiro (RJ)
3º. Shaun Cansdell (AUS)
5º. Nathaniel Curran (EUA)
5º. Glenn Hall (IRL)
5º. Marc Lacomare (FRA)
5º. Stuart Kennedy (AUS)

Final: Royden Bryson 13.83 d. Yuri Sodre 9.43

Semifinais
Royden Bryson 16.6 d. Shaun Cansdell 15.97
Yuri Sodre 13.5 d. Raoni Monteiro 10.66

Quartas-de-final
Royden Bryson 13.67 d. Nathaniel Curran 12.97
Shaun Cansdell 10.43 d. Glen Hall 10.34
Yuri Sodre 17.77 d. Marc Lacomare 15.17
Raoni Monteiro 14.33 d. Stuart Kennedy 13.76

Oitavas-de-final
Nathaniel Curran 15.67 d. Brian Toth 9.43
Royden Bryson 12.66 d. Hodei Collazo 10.94
Glen Hall 12.6 d. Tim Reyes 4.9
Shaun Cansdell 12.77 d. Jonathan Gonzalez 10.5
Marc Lacomare 12.03 d. Alain Riou 9.33
Yuri Sodre 13.4 d. Jay Quinn 12.34
Stuart Kennedy 15.5 d. Lincoln Taylor 7.33
Raoni Monteiro 15.33 d. Dyyan Neve 12.34

Round 4
1: Nat.Curran 14.67, R.Bryson 13.73, Shaun Joubert 7.84
2: H.Collazo 16.17, Brian Toth 13.6, Blake Thorton 12.1
3: Glen Hall 13.27, J.Gonzalez 11.97, Dylan Graves 10.63
4: S.Cansdell 14.33, Tim Reyes 14.17, Nic Muscroft 11.7
5: Alain Riou 12.34, Yuri Sodre 8.17, JJ.Florence 5.17
6: Jay Quinn 10.3, M.Lacomare 9.8, Christophe Allary 9
7: L.Taylor 13.17, D.Neve 10.23, Bernardo Miranda 9.6
8: R.Monteiro 15.33, S.Kennedy 11.4, Killian Garland 9.57


Informações complementares:
Houve seis dias de competição (e um de adiamento), inicialmente em Brim Ness, com ondas de 3 a 4 pés, e nos últimos dias em Thurso East, com de 4 a 6 pés "épicos".
No penúltimo dia chegou a nevar, com temperatura de 3º celsius, possivelmente a condição de maior frio já vista em uma etapa do circuito mundial.
A bateria decisiva foi reiniciada após dez minutos por demora nas séries; Bryson recebeu 8.33 em sua primeira onda e liderou até o final, garantindo a vitória com um 5.5.
Jay Quinn fez a maior nota (9.67) e somatória (18.34) do evento no round de 48.
Foi o segundo ColdWater Series do ano - no primeiro, na Tasmânia, o vice-campeão também foi um brasileiro.
Espelho de bateria/Site oficial
Cobertura ASP / SurfersVillage / Waves
Vídeo YouTube

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Domingo, Abril 18, 2010

1996 - WQS 18: Red Dog/Wave Riding Vehicle Pro

Red Dog/Wave Riding Vehicle Pro
18ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Móvel, South Shore, Oahu, Hawaii
Data: 4 a 13 de maio de 1996

Resultado
1º. Kaipo Jaquias (HAW)
2º. Derek Ho (HAW)
3º. John Gomes (HAW)
4º. Kolohoe Blomfield (HAW)
5º. Larry Rios (HAW)
5º. Meha Balmores (HAW)
7º. Peter Miller (EUA)
7º. Eric Viscosi (EUA)

Semifinais
1: Kolohoe Blomfield, Kaipo Jaquias, Larry Rios, Peter Miller
2: John Gomes, Derek Ho, Meha Balmores, Eric Viscosi

Quartas-de-final
1: Larry Rios, Peter Miller, Dwayne Scharsch, Richard Jaquias
2: Kaipo Jaquias, Kolohoe Blomfield, Ben Jaquias, Love Hodel
3: Meha Balmores, John Gomes, Chad Delgado, Jason Bogle
4: Eric Viscosi, Derek Ho, Noah Budroe, Cade Oyadomari


Informações complementares:
Kaipo Jaquias recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Sábado, Abril 17, 2010

1996 - WQS 17: Tokushima/OP Pro World Challenge

Tokushima/OP Pro World Challenge
17ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Ikumi Beach, Tokushima, Japão
Data: 10 a 12 de maio de 1996

Resultado
1º. Yoshiaki Fukuda (JAP)
2º. Takayuki Fukuchi (JAP)
3º. Heath Walker (AUS)
4º. Scott Finn (EUA)
5º. Masahiko Katsumata (JAP)
5º. Jay Larson (EUA)
7º. Kenji Miyauchi (JAP)
7º. Tomofumi Yoshioka (JAP)

Semifinais
1: T.Fukuchi, Y.Fukuda, Masahiko Katsumata, Kenji Miyauchi
2: Heath Walker, Scott Finn, Jay Larson, Tomofumi Yoshioka

Quartas-de-final
1: Kenji Miyauchi, Y.Fukuda, Rizal Tandjung, Josh Loya
2: T.Fukuchi, M.Katsumata, Masakazu Kono, Sasha Stocker
3: Scott Finn, Heath Walker, Tsoyoshi Niino, Todd Kline
4: T.Yoshioka, Jay Larson, Isamu Furukawa, Atushi Imamura


Informações complementares:
Yoshioka Fukuda recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Sexta-feira, Abril 16, 2010

O histórico de Martin Potter na ASP


Pottz! Pipe, 1982

Inspirado na homenagem de Júlio Adler a Martin Potter, o Datasurfe apresenta seu breve dossiê estatístico sobre o campeão mundial de 1989, atual comentarista de etapas do tour.

A biografia de Pottz foi bem resumida tanto no Goiabada quanto no perfil da Surfline, traçado por Jason Borte. O texto de Matt Archbold na SurferMag (que listou Potter entre os 50 maiores surfistas de todos os tempos) também dá noção de suas virtudes e importância na história do surfe.

Britânico só no passaporte, Potter cresceu na África do Sul, onde despontou no tour mundial em 1981, ao fazer duas finais seguidas em Durban - com apenas 15 anos de idade.

Correu o circuito pelos treze anos seguintes e tornou-se um dos surfistas mais influentes de sua época - junto de Curren, Carroll, Occy e Elkerton. Eventualmente mudou-se para a Austrália. O título mundial de 1989 foi o ápice de uma carreira vitoriosa, como ilustram os números: nunca saiu dos top 16 (14 anos consecutivos), foi doze vezes top 10. E saiu por cima - terminou sua última temporada (1994) em 10º.

Os 14 anos de Pottz no WT:
1981 - 8º | competiu em 5 das 11 etapas
1982 - 12º | competiu em 10 das 12 etapas
1983 - 5º | competiu em 11 das 16 etapas
1984 - 6º | competiu em 16 das 24 etapas
1985 - 8º | competiu em 15 das 20 etapas
1986 - 5º | competiu em 15 das 18 etapas
1987 - 6º | competiu em 19 das 21 etapas
1988 - 6º | competiu em 21 das 24 etapas
1989 - 1º | competiu em 21 das 25 etapas
1990 - 15º | competiu em 14 das 21 etapas
1991 - 7º | competiu em 14 das 17 etapas
1992 - 9º | competiu em 10 das 11 etapas
1993 - 5º | competiu em todas as 10 etapas
1994 - 10º | competiu em 9 das 10 etapas

Pelas contas do Datasurfe, Potter competiu em 190 eventos do WT nas 14 temporadas em que esteve na ativa (e em mais quatro como wildcard, nos anos seguintes: Lacanau/1995, Narrabeen e Gland/1996, e Gland/1997). Somou 16 vitórias (sendo uma no Grand Slam australiano de 1983) e 16 vice-campeonatos. O único ano que não disputou nenhuma final foi 1982. Também competiu três anos no WQS, no qual somou quatro vitórias e um vice.

16 títulos e 16 vices no WT
1981 - Gunston/Durban - Cheyne Horan/Martin Potter
1981 - Mainstay/Durban - Mark Richards/Martin Potter
1983 - Stubbies/Burleigh - Martin Potter/Shaun Tomson [GSlam]
1984 - Marui/Niijima - Martin Potter/Mark Occhilupo
1984 - Fosters/Newquay - Martin Potter/Cheyne Horan
1984 - Hang Ten/San Diego - Martin Potter/Barton Lynch
1985 - Beaurepaires/Cronulla - Barton Lynch/Martin Potter
1986 - Marui/Chiba - Gary Elkerton/Martin Potter
1986 - Coke/Manly - Tom Carroll/Martin Potter
1987 - Hot Tuna/Newquay - Martin Potter/Tom Curren
1987 - BHP/Newcastle - Tom Carroll/Martin Potter
1988 - Garden/New Jersey - Rob Bain/Martin Potter
1988 - Arena/Biarritz - Glen Winton/Martin Potter
1988 - Wave Pool/Izu - Damien Hardman/Martin Potter
1988 - MBF/Bondi - Martin Potter/Barton Lynch
1989 - O'Neill/Santa Cruz - Martin Potter/Brad Gerlach
1989 - Rip Curl/Bells - Martin Potter/Damien Hardman
1989 - Coke/Manly - Martin Potter/Derek Ho
1989 - Marui/Niijima - Martin Potter/Derek Ho
1989 - Quiksilver/Lacanau - Martin Potter/Richie Collins
1989 - Arena/Biarritz - Martin Potter/Richie Collins
1989 - Pukas/Zarautz - Derek Ho/Martin Potter
1989 - Alternativa/B.Tijuca - Dave Macaulay/Martin Potter
1990 - LifeBeach/Oceanside - Martin Potter/Sunny Garcia
1990 - Rip Curl/Hossegor - Martin Potter/Rob Bain
1991 - Arena/Biarritz - Fábio Gouveia/Martin Potter
1991 - Wyland/Haleiwa - Tom Curren/Martin Potter
1992 - Rip Curl/Bells - Richie Collins/Martin Potter
1992 - Miyazaki/Japão - Martin Potter/Kelly Slater
1993 - Lacanau Pro/França - Martin Potter/Kaipo Jaquias
1993 - Miyazaki/Japão - Michael Barry/Martin Potter
1994 - Rip Curl/Bells - Kelly Slater/Martin Potter

4 títulos e 1 vice no WQS
1992 - Peak/Narrabeen - Martin Potter/Dave Davidson
1992 - Wyland/Haleiwa - Sunny Garcia/Martin Potter
1992 - Hard Rock/Sunset - Martin Potter/Vetea David
1993 - Billabong/Kirra - Martin Potter/Tom Carroll
1994 - Cleanwater/Dee Why - Martin Potter/Shane Herring

De seus melhores resultados, a maior parte foi na Austrália - incluindo três finais em Bells e uma conquista em Kirra. Também teve sucesso na Europa (onde fez dez finais, três em Biarritz) e no Japão (três títulos em seis finais).

No Hawaii, firmou reputação ainda em 1982, ao tirar um tubo nota 10 em uma onda de 12 pés na semifinal do Pipemasters. Mas a tão cobiçada vitória na meca do surfe só veio dez anos depois, em Sunset.

Seu grande show no circuito foi mesmo no ano do título mundial, quando começou a trabalhar com Peter Colbert (o mesmo empresário de Tom Carroll). Saiu na frente com quatro vitórias em cinco eventos e não olhou mais pra trás. O tour teve 25 etapas naquele ano, Pottz fez oito finais, venceu seis - levou a temporada por uma margem recorde, mais de 3 mil pontos acima de Derek Ho e Dave Macaulay.

"Seu estilo fluído, poderoso e radical - uma combinação então inédita - fez dele um dos surfistas mais admirados em qualquer lugar, marcando muitas gerações seguintes. Também foi um pioneiro nos aéreos, apesar de que os seus eram extensões naturais de seus fortes off-the-tops, e não os previsíveis truques de malabarismo de hoje em dia". Jason Borte, Surfline

"...não foram os resultados que fizeram dele uma lenda no seu tempo. Foi a velocidade, a audácia e a inovação que transformaram Pottz num dos surfistas mais influentes de sempre. Ninguém era estúpido de perder suas baterias. Tudo podia acontecer quando Potter entrava n’água. A empolgação era a mesma que temos hoje com Dane, Jordy e cia". Júlio Adler, Goiabada

"Pottz era um monstro. Ele assombrou todo mundo em termos de manobras, velocidade e radicalidade. Os outros pareciam estar arrastando âncoras comparados com ele. Seu surfe fez eu me dar conta que se você não tiver velocidade, não interessa o que faça, vai parecer uma m...". Matt Archbold, SurferMag

1996 - WQS 15: Niijima/O'Neill World Challenge

Niijima/O'Neill World Challenge
15ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Niijima Island, Japão
Data: 1 a 3 de maio de 1996

Resultado
1º. Jay Larson (EUA)
2º. Josh Loya (EUA)
3º. Naohisa Ogawa (JAP)
4º. Mineto Ushikoshi (JAP)
5º. Danny Melhado (EUA)
5º. Masakazu Kono (JAP)
7º. Adam Faunce (AUS)
7º. Takayuki Wakita (JAP)

Semifinais
1: Josh Loya, Naohisa Ogawa, Danny Melhado, Adam Faunce
2: J.Larson, Mineto Ushikoshi, Masakazu Kono, Takayuki Wakita

Quartas-de-final
1: Josh Loya, Naohisa Ogawa, Dino Andino, Toshiro Oyama
2: Danny Melhado, Adam Faunce, Nathan Acker, Rizal Tandjung
3: Takayuki Wakita, Jay Larson, Michael Vos, Ronnie Yamada
4: M.Ushikoshi, M.Kono, Tomofumi Yoshioka, Kazunori Numajiri


Informações complementares:
Jay Larson recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Todos os eventos cadastrados de 1996

Quinta-feira, Abril 15, 2010

Dez campeonatos para ver e rever (no Brasil)

Já listei no Datasurfe dez campeonatos históricos no Brasil e as dez principais arenas do surfe nacional; publico agora uma lista bem mais pessoal: dez campeonatos de surfe no Brasil que gostaria de ver (ou rever). Imaginemos que fosse possível voltar no tempo para assistir a dez eventos. Quais você escolheria? Minha lista segue abaixo. Os critérios são bem subjetivos, como não poderia deixar de ser. Mas esse tipo de lista não é totalmente inútil - nos faz refletir, por exemplo, sobre os aspectos que tornam um campeonato memorável, ou simplesmente bom de ver.

1 - Waimea 5000
Elementar começar a lista com um dos seis primeiros mundiais no Brasil, mas é difícil dizer qual. A princípio, o inaugural (1976), pela estreia e pela vitória de Pepê Lopes. Porém essa edição teve formato diferente, tanto que o resultado lista os dez primeiros, enquanto a partir do ano seguinte foi adotado o sistema de baterias homem-a-homem. Creio que escolheria a segunda edição (1977), que apesar da presença de Shaun Tomson, Dane Kealoha, Michael Ho e cia, terminou com uma final 100% brasileira, em um dia de tubos épicos no Quebra-Mar.

2 - Festival Brasileiro
Também não poderia ficar de fora um dos dez Festivais Brasileiros de Surfe, inclusive pela atmosfera da época, de nascimento do surfe competição no Brasil. Mas como o Datasurfe dispõe de poucos dados a respeito, a escolha fica prejudicada. Assim às cegas escolheria o primeiro em Saquarema (em 1975), pela estreia e por saber que teve ondas de dez pés.

3 - Hang Loose Pro 1986
Indispensável. Pela Joaquina clássica que quebrou nos primeiros dias, pelo retorno do tour ao Brasil, pela campanha surpreendente de um brasileiro (o amador Sérgio Noronha), pela presença de Mark Occhilupo no auge e (porque não?) pela vitória de Dave Macaulay, a primeira de quatro, um recorde.

4 - Sundek Classic 1988
Escolha questionável. Incluí por três motivos: um pouco pela vitória de Damien Hardman, então campeão mundial; mais pela participação marcante dos recém-profissionalizados Fábio Gouveia (campeão mundial amador, deu uma dura em Hardman) e Teco Padaratz (que deu um aperto em Barton Lynch, eventual campeão mundial); e também por ser o único mundial realizado na bela arena de Itamambuca, com boas ondas.

5 - Mormaii Surf 1988
Esse eu assisti, mas faria de novo se pudesse, pelas ondas enormes na praia do Silveira, um cenário belo (e naqueles dias, perigoso) para campeonatos. Vale lembrar que na época não se usavam jetskis para segurança.

6 - Hang Loose Pro 1990
Também indispensável. Pela primeira vitória brasileira na ASP. Rumo ao pódio, Fábio Gouveia só pegou estrangeiros: Jamie Brisick, Glen Winton, Mike Parsons, Matt Branson, Matt Hoy.

7 - Alternativa Pro 1991
Pela primeira vitória de Flávio Padaratz na ASP. Não houve final - Sunny Garcia saiu contundido da semi - mas Teco derrubou alguns grandes nomes da época, como Gary Elkerton, Brad Gerlach e Barton Lynch.

8 - Rio Marathon 1998
Por ser a única vitória caseira no WT Brasil após a criação da elite. E a única vitória no Dream Tour de Peterson Rosa, um batalhador, que derrotou pelo caminho Sunny Garcia, Taj Burrow e Mick Campbell (eventual vice mundial). Eu sei, as três últimas escolhas são coisa de torcedor, mas quem não gosta de torcer e vencer? Também reparei que é o segundo evento da Barra da Tijuca nesta lista (o outro é o Alternativa 1991), mas fazer o que se ela sediou 13 mundiais?

9 - Hang Loose Santa Catarina Pro 2007
Pela conquista de Mick Fanning - das seis vezes que o título mundial foi decidido no Brasil, essa foi a única que o campeão da temporada também venceu o evento. E pelas ondas, talvez as melhores dentre as edições em Imbituba. E também por ser na Vila, um anfiteatro natural para assistir campeonatos.

10 - Última etapa do SuperSurf de 2002
A escolha mais discutível das dez. Pode-se questionar uma etapa do Supersurf na lista, em vez dos mundiais. Mas esta teve ingredientes singulares: altas ondas na Prainha do Rio (um lugar encantador) e a decisão da temporada somente na bateria final, entre Leo Neves e Peterson Rosa.

Outros:
Ficaram de fora alguns eventos e destinos memoráveis. Se fizesse uma revisão da lista, talvez trocasse alguns (os questionáveis)...

...por um Hang Loose Pro em Fernando de Noronha. Possivelmente o de 2001, única edição finalizada no Abras, com tubos de 6 pés. Mas duas na Cacimba também foram especiais: as de 2003 (pela vitória do Neco) e a de 2005 (pelos tubos).

...por outro nacional dos anos 1980, o Cristal Graffiti de 1989, pelas ondas grandes no Pontal do Leblon - uma atração à parte.

...pelo Nescau Surf Energy de 1994, na Joaquina. Assisti esse evento. Teve uma ondulação de 6 pés, relacionadas a um eclipse solar, que lembrou o swell do Hang Loose de 1986. Muitos tubos e, por ser um WQS, uma maratona de baterias com talentos internacionais, na reta final da temporada.

...pelo Nova Schin Festival de 2003, outro WT finalizado de Imbituba. Foi um campeonato singular: teve disputas em picos variados (Caldeira do Diabo, Silveira, Vila); foi o ano do apagão em Florianópolis, que ficou 55 horas sem luz; foi uma das três vitórias de Kelly Slater no Brasil, derrotando Mick Fanning na final; e foi encerrado com belas direitas de 5 pés, que segundo o campeão lembravam Haleiwa.

...pela abertura do SuperSurf 2002 em Maresias. Além do astral da praia, pelos tubos de seis pés e o recorde de notas dez. Foi apenas um evento nacional, mas Maresias nunca recebeu os gringos com um mar tão clássico.

Com 35 WTs e 104 WQS concluídos no Brasil, mais 31 etapas do antigo circuito da Abrasp e os dez Festivais Brasileiros, sem falar em eventos de outros tipos (Festivais Olympikus, Op Pro...), apontar apenas dez não é tarefa simples. Além da subjetividade, do gosto pessoal, entra na conta a falta de conhecimento mais amplo.

Mas pra fechar, que bom será se o próximo WT na Vila tiver elementos que o incluam nesta lista.

1996 - WQS 14: Bud Surf Tour

Bud Surf Tour
14ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Seaside Reef, Califórnia, EUA
Data: 16 a 21 de abril de 1996
Simultâneo ao Bud Tour feminino

Resultado
1º. Rob Machado (EUA)
2º. Marty Thomas (HAW)
3º. Brian Hewitson (EUA)
4º. Chris Brown (EUA)
5º. Chris Gallagher (EUA)
5º. Taylor Knox (EUA)
7º. Conan Hayes (HAW)
7º. David Dixon (EUA)

Semifinais
1: Rob Machado, Marty Thomas, Chris Gallagher, Conan Hayes
2: Brian Hewitson, Chris Brown, Taylor Knox, David Dixon

Quartas-de-final
1: Chris Gallagher, Marty Thomas, Gavin Beschen, Todd Kline
2: Rob Machado, Conan Hayes, Peter Mendia, Dino Andino
3: Brian Hewitson, David Dixon, Richie Collins, Cory Lopez
4: Chris Brown, Taylor Knox, Brett Strother, Keith Malloy


Informações complementares:
Rob Machado recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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Quarta-feira, Abril 14, 2010

1996 - WQS 04: Rusty Pro

Rusty Pro
4ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Honolua Bay, Maui, Hawaii
Data: 12 a 18 de janeiro de 1996

Resultado
1º. Kaipo Jaquias (HAW)
2º. Derek Ho (HAW)
3º. Meha Balmores (HAW)
4º. Liam McNamara (HAW)
5º. Brian Pacheco (HAW)
5º. Pancho Sullivan (HAW)
7º. Myles Padaca (HAW)
7º. John Gomes (HAW)

Semifinais
1: L.McNamara, Meha Balmores, Brian Pacheco, Myles Padaca
2: Derek Ho, Kaipo Jaquias, Pancho Sullivan, John Gomes

Quartas-de-final
1: B.Pacheco, Liam McNamara, Jason Magallanes, Toshi Sekyia
2: Meha Balmores, Myles Padaca, David Davidson, Braden Dias
3: Derek Ho, Pancho Sullivan, Jason Gantz, Mathew Kinoshita
4: Kaipo Jaquias, John Gomes, Brock Little, David Gonsalves


Informações complementares:
Kaipo Jaquias recebeu US$ 4 mil.

Espelho de bateria

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Terça-feira, Abril 13, 2010

A procura em Porto Rico


Brad Gerlach, Porto Rico/1987, em foto de Motaury Porto

Além dos óbvios, os tops da ASP têm mais um motivo para escapar do corte em setembro: o The Search deste ano, penúltima das dez etapas, será em Porto Rico, destino paradisíaco no Caribe.

9ª etapa: Rip Curl Pro Search
Local: Porto Rico
Data: 30 de outubro a 10 de novembro


Ex-colônia espanhola, o arquipélago é território autônomo dos Estados Unidos há pouco mais de um século - não um estado como o Hawaii, mas um "estado livre dependente". O The Search no quintal é mais uma boa notícia para os yankees na ASP este ano - três dos nove Primes são na Califórnia e outros dois no vizinho Hawaii, eles não tem do que reclamar.

Porto Rico integra as quatro Grandes Antilhas - as outras são Cuba, Jamaica e Ilha de São Domingos (onde fica a República Dominicana e o Haiti). Me pergunto se com essa proximidade os cartolas do surfe planejam alguma iniciativa em benefício do país devastado no começo do ano.

Será a sexta edição do The Search, que já passou por Ilhas Reunião, México, Chile, Bali e Portugal. Breve passado em que Andy Irons e Mick Fanning venceram dois eventos cada [lista de campeões].

Não há dúvida de que em termos de onda é uma excelente escolha, como atesta o guia da Surfline. Ou o fotógrafo Motaury Porto, que em uma surftrip ao vilarejo de Rincon, "tipo um North Shore havaiano", em 1987, pegou uma ondulação superior a 10 pés (registrada em um artigo no Waves em 2005).

Rincon é justamente o local onde Porto Rico estreou no surfe mundial, há mais de quatro décadas. Suas praias sediaram o Mundial de 1968, quarto dos seis campeonatos que antecederam a criação do circuito da IPS. Nat Young relatou em sua biografia que por uma semana as ondas não passaram de 3 pés em Dome's, mas foi finalizada com 8 pés perfeitos em Las Marias - "paredes lisas cor de esmeralda", segundo Drew Kampion.

Depois disso, Porto Rico estreou na ASP em 1984 e no WQS em 1995. Infelizmente o registro desses eventos no Datasurfe ainda não dispõe das condições do mar:
1984 - Jobo's - Jim Lane (EUA)/Kurt Wilson (EUA)
1995 - Las Marias/Rincon - Matt Keenan (EUA)/Baron Knowlton (EUA)
1995 - Dome's Beach/Rincon - Juan Ashton (PRC)/Chad Oxner (EUA)

Presume-se que Rincon seja a sede principal do The Search.

Em termos de talentos locais, a ilha já produziu alguns de relativo destaque. Duas entrevistas publicadas na Surfing Magazine - de Brian Toth e Dylan Graves ilustram isso. Rebuscando os arquivos do Datasurfe, encontra-se algumas finais de portorriquenhos no Qualifying, com quatro vitórias: Juan Ashton (que em 2008 foi campeão mundial master) venceu na Flórida/1994 e em casa, em 2005; Carlos Cabrero em Pipeline/2000, com ondas excelentes; e Josie Graves em Barbados/2007.

Mais sobre o The Search em Porto Rico na Surfline.

1996 - WQS 12: Bronze Age World Challenge

Bronze Age World Challenge
12ª etapa do World Qualifying Series
2 estrelas - US$ 20 mil
Local: Irako, Aichi, Japão
Data: 6 a 7 de abril de 1996

Resultado
1º. Hiraku Ogawa (JAP)
2º. Michael Cain (EUA)
3º. Trevor Christ (EUA)
4º. Dino Andino (EUA)
5º. Todd Kline (EUA)
5º. Naohisa Ogawa (JAP)
7º. Takayuki Fukuchi (JAP)
7º. Márcio Adachi (JAP)

Semifinais
1: Hiraku Ogawa, Michael Cain, Todd Kline, Takayuki Fukuchi
2: Dino Andino, Trevor Christ, Naohisa Ogawa, Márcio Adachi

Quartas-de-final
1: Todd Kline, Takayuki Fukuchi, Takayuki Wakita, Joca Jr
2: H.Ogawa, Michael Cain, Masayoshi Kamijo, Isamu Furukawa
3: Trevor Christ, Dino Andino, Cory Lopez, Tetsuya Urayama
4: N.Ogawa, Márcio Adachi, Atushi Imamura, Takuya Miyazaki


Informações complementares:
Hiraku Ogawa recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria

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1993 - O título catarinense de Roni Ronaldo

Ranking final OSPC
1º. Roni Ronaldo (SC)

Etapas do circuito
O circuito da Organização dos Surfistas Profissionais Catarinenses teve cinco etapas. O campeão Roni Ronaldo disputou três finais e venceu duas.

1ª etapa – Praia da Joaquina - fevereiro
Campeão: Fábio Carvalho (SC)/Vice: David Husadel (SC)

2ª etapa – Balneário Camboriú – março
Campeão: Roni Ronaldo (SC)

3ª etapa – Praia da Joaquina – março
Campeão: Roni Ronaldo (SC)/Júnior Maciel (SC)

4ª etapa – Morro das Pedras – abril
Campeão: Ary Ciampolini (SC)/Cláudio Marroquim (PE)

5ª etapa – Morro das Pedras – abril
Campeão: Jair de Oliveira (SP)/Roni Ronaldo (SC)

Mais: todos os campeões catarinenses

Segunda-feira, Abril 12, 2010

Os formatos das etapas do circuito mundial

Qual será o formato das etapas do WT com 36 competidores, após a redução de setembro?

O formato vigente está em uso desde 1992. Revisando: 48 surfistas (os top 44/45 + convidados) disputam o round 1 em baterias de três competidores; o vencedor avança ao round 3 e os demais 32 se enfrentam no round 2 (repescagem) no formato homem-a-homem - depois usado até a final.

Mas a idéia inicial, quando criou-se a elite, era outra. Veja os eventos em Bells e Narrabeen em 1992: a primeira fase tinha três rounds, cada competidor surfava em três baterias; e um sistema não muito simples de pontuação indicava os 16 melhores, que avançavam às oitavas. Os demais eram eliminados.

O pessoal era bem menos encanado com cronogramas, obviamente.

Antes, então, nem se fala. Até 1991, as etapas do antigo circuito da ASP não tinham uma restrição definida no número de inscritos e eram precedidas por triagens, às vezes longas, competições à parte. Em baterias de quatro competidores, definia-se os 16 classificados ao evento principal. No round 1, enfim no formato homem-a-homem, eles enfrentavam os back 14 (do 17º ao 30º da temporada anterior) mais dois convidados. Os vencedores encaravam os top 16 no round 2, e assim ia até o final.

Um top 16 precisava passar cinco baterias para vencer um campeonato. Um trialista às vezes precisava ganhar mais do que isso só para chegar ao evento principal.

Antes ainda, nos tempos da IPS, era comum cada evento ter seu próprio formato diferenciado - principalmente nos primeiros anos do tour. Havia campeonatos com baterias de seis competidores. Ou três semifinais, avançando dois de cada para a final. Ou repescagens em todas as fases - com o campeão da repescagem enfrentando o vencedor do evento principal em uma "grande final". E por aí vai.

Nos últimos anos surgiram algumas novidades em termos de formato. Tem o dual-system, com duas baterias homem-a-homem simultâneas na água. E a eliminação da repescagem, testada e reprovada em 2009 pela maioria dos competidores.

Daí a curiosidade. Como funcionarão as etapas do World Tour com 36 competidores? Não se fez muito alarde a respeito, mas está lá no livro de regras da ASP:

O round 1 terá 12 baterias de três competidores; os dois primeiros avançam ao round 3, os terceiros colocados vão para a repescagem. O round 2 tem quatro baterias de três competidores, os dois primeiros avançam ao round 3, os terceiros colocados são eliminados (os primeiros quatro a caírem). A partir do round 3 vale o formato homem-a-homem.

Esse formato estreia em Trestles. Interessante que entre o final de Teahupoo - quando será definido os 32 que continuam - e o início em Trestles há apenas nove dias de intervalo. O corte será cruel, vai ter gente mantendo as esperanças - e as reservas de voo e hotel - até em cima da hora.

Retrospecto nacional no WT Brasil 1976-1991

Os primeiros 17 eventos do Circuito Mundial no Brasil - de 1976 a 1991 - tinham formato diferente dos atuais: sem limites rígidos no número de inscritos, eram precedidos por triagens (que às vezes duravam dias) com baterias de quatro competidores. Os pré-classificados (top 16, back 14 e convidados) entravam apenas no evento principal, no formato homem-a-homem.
Os melhores resultados nesse período foram os títulos de Pepê Lopes e Daniel Friedman, pela IPS, e de Fábio Gouveia e Flávio Padaratz, pela ASP. Também houve cinco vice-campeonatos: Pepê Lopes (na única final 100% brasileira, em 1977), Ismael Miranda, Valdir Vargas, Roberto Valério e Flávio Padaratz.

O Datasurfe tem também o retrospecto das edições a partir de 1992.

1991 - Hang Loose, Guarujá
Melhor resultado: Semifinal - Fábio Gouveia (perdeu para Nicky Wood). Outros brasileiros no evento principal: Amaury Pereira (oitavas), Flávio Padaratz, Pedro Muller (R2), Roberto Cavallero, Sérgio Noronha, Jojó de Olivença, Wagner Pupo, Peterson Rosa, Tadeu Pereira, Joca Júnior, Victor Ribas, Renan Rocha (R1).

1991 - Alternativa, Barra da Tijuca
Melhor resultado: Campeão - Flávio Padaratz (derrotou Sunny Garcia na final por WO). Outros brasileiros no evento principal: Victor Ribas, Douglas Lima (oitavas), Pedro Muller (R2), Paulo Mota, Júlio Adler, Jojó de Olivença, David Husadel, Fábio Gouveia, Amaury Piu Pereira, Jair de Oliveira (R1).

1990 - Hang Loose, Guarujá
Melhor resultado: Campeão - Fábio Gouveia (derrotou Matt Hoy na final). Outros brasileiros no evento principal: Ricardo Tatuí, Renan Rocha, Renato Phebo (oitavas), Felipe Dantas, Picuruta Salazar, David Husadel, Flávio Padaratz, Jojó de Olivença, Wagner Pupo, Victor Ribas, Roberto Casquinha, Joca Júnior (R2), Eduardo Fernandes, Paulo Motta, Washington de Matos, Ricardo Toledo, Hemerson Paiva, Amaury Piu Pereira, Carlos Burle, Rodolfo Lima, Octaviano Bueno, Carlos Santos, Magnus Dias, Guga Gouveia (R1).

1990 - Alternativa - Barra da Tijuca
Melhor resultado: Vice-campeão - Flávio Padaratz (perdeu para Brad Gerlach). Outros brasileiros no evento principal: Fábio Gouveia, Picuruta Salazar, Guilherme Gross, Roberto Cavalero, David Husadel (R2), Marcus Brasa, Hugo Pacheco, Tadeu Pereira, Marcelo Boscoli, Sérgio Noronha, Tinguinha Lima, Renato Phebo, Octaviano Bueno, Rodolfo Lima, Pedro Muller, Amaury Piu Pereira, Joca Júnior (R1).

1989 - Alternativa - Barra da Tijuca
Melhor resultado: Semifinais - Fábio Gouveia (perdeu para Dave Macaulay). Outros brasileiros no evento principal: Flávio Padaratz (quartas), Magnus Dias, Octaviano Bueno, Victor Ribas (R2), Paulo Matos, Ricardo Toledo, Wagner Pupo, Picuruta Salazar, Renato Phebo, Rodolfo Lima, Carlos Burle, Dadá Figueiredo, Roberto Casquinha (R1).

1989 - Hang Loose - Joaquina
Melhor resultado: Quartas-de-final - Carlos Burle (perdeu para Dave Macaulay). Outros brasileiros no evento principal: Picuruta Salazar (oitavas), Rodolfo Lima, Jojó de Olivença, Wagner Pupo, Tinguinha Lima, Fábio Gouveia (R2), Ivan Junkes, Paulo Kid, Rodrigo Resende, Marcelo Boscoli, Almir Salazar, Pedro Muller, Eraldo Gueiros, Victor Ribas, Flávio Padaratz, Amaury Piu Pereira, Magnus Dias (R1).

1988 - Alternativa - Barra da Tijuca
Melhor resultado: Semifinais - Victor Ribas (perdeu para Marty Thomas). Outros brasileiros no evento principal: Rodolfo Lima (quartas), Dadá Figueiredo, Carlos Burle, Fernando Graça (oitavas), David Husadel, Wagner Pupo, Amaury Piu Pereira, Octaviano Bueno, Pedro Muller (R2), Roberto Casquinha, Sérgio Noronha, Marcelo Boscoli, Rosaldo Cavalcante, Fernando Bittencourt, Flávio Padaratz, Renato Phebo, João Jabour, Felipe Dantas, Ricardo Tatuí (R1).

1988 - Hang Loose - Joaquina
Melhor resultado: Round 2 - Fábio Gouveia (perdeu para Glen Winton), Carlos Burle (para Damien Hardman), Eraldo Gueiros (para Barton Lynch), Flávio Padaratz (para Tom Carroll). Outros brasileiros no evento principal: Wagner Pupo, Douglas Lima, Fernando Correa, Picuruta Salazar, Fernando Bittencourt, Victor Ribas, Almir Salazar, Felipe Dantas, Dadá Figueiredo (R1).

1988 - Sundek Classic - Itamambuca
Melhor resultado: Round 2 - Flávio Padaratz (perdeu para Damien Hardman), Fábio Gouveia (para Barton Lynch). Outros brasileiros no evento principal: Jojó de Olivença, David Husadel, Picuruta Salazar, Fernando Graça, Tinguinha Lima, Pedro Muller, Ricardo Toledo, Plínio Santos (R1).

1987 - Hang Loose - Joaquina
Melhor resultado: Oitavas-de-final - Dadá Figueiredo (perdeu para Charlie Khun), Pedro Muller (para Bryce Ellis). Outros brasileiros no evento principal: Octaviano Bueno (R2), Jojó de Olivença, Fernando Bittencourt, Tinguinha Lima, Almir Salazar, João Jabour, Felipe Dantas, Paulo Kid (R1).

1986 - Hang Loose - Joaquina
Melhor resultado: Quartas-de-final - Sérgio Noronha (perdeu para Dave Macaulay). Outros brasileiros no evento principal: Tinguinha Lima, Rodolfo Lima, Dadá Figueiredo (R2), Fernando Bittencourt, Paulo Mattos, Ricardo Tatuí, Almir Salazar, César Baltazar, Octaviano Bueno, Renato Phebo, Felipe Dantas, David Husadel (R1).

1982 - Waimea 5000 - Arpoador
Melhor resultado: Vice-campeão - Roberto Valério (perdeu para Terry Richardson). Outros brasileiros no evento principal: Daniel Friedman, Fred D'Orey (quartas), Valdir Vargas, Jefferson Cardoso (oitavas), Almir Salazar, Otávio Pacheco, Antônio Buchaul, Leleco Montavane, Ary Barroso, Picuruta Salazar, Cauli Rodrigues, Cezar Baltazar, Ismael Miranda, Marcello Peninha, Máximo Panojoti (R1).

1981 - Waimea 5000 - Prainha
Melhor resultado: Vice-campeão - Valdir Vargas (perdeu para Cheyne Horan). Outros brasileiros no evento principal: Frederico D'Orey (semifinais), Carlos Veiga, Picuruta Salazar (quartas), Moyses Levi, Mauro Pacheco, Daniel Friedman (oitavas), Ricardo Bocão, Otávio Pacheco, Paulo Costa, Roberto Valério, Jefferson Cardoso, Rico de Souza, Fernando Bittencourt, Ismael Miranda (R1).

1980 - Waimea 5000 - Arpoador
Melhor resultado: Vice-campeão - Ismael Miranda (perdeu para Joey Buran). Outros brasileiros no evento principal: Roberto Valério (semifinais), Daniel Friedman, Cauli Rodrigues (quartas), Valdir Vargas, Rico de Souza, Rosaldo Cavalcanti, Jefferson Cardoso, Frederico D'Orey (oitavas), Márcio Mundim, Ricardo Bocão, Carlos Augusto, Cobra Costa, Marco Bueno, Antônio Mota, Alemão Pernambuco, Victor Vasconcelos, Djalma Silva, Leleco Montavane (R1).

1978 - Waimea 5000 - Arpoador
Melhor resultado: Semifinais - Cauli Rodrigues (perdeu para Cheyne Horan). Outros brasileiros no evento principal: Rico de Souza, Otávio Pacheco, Lipe Dylong (oitavas), Frederico D'Orey, Pepe Lopes, Daniel Friedman, Ian Robert, Renaldo Lopezy, Valdir Vargas, Cisco Arana, Foca, André Pitzalis, Ricardo Bocão, Roberto Valério, Cacau Falaeo, Paulo Tendas, Antônio Martins (R1).

1977 - Waimea 5000 - Arpoador e Quebra-Mar
Melhores resultados: Campeão e vice - Daniel Friedman derrotou Pepê Lopes na final. Outros brasileiros no evento principal: Lipe Dylong, Rico de Souza (oitavas), Júlio Nunes Foca, Lourenço Larry Ipanema, Cisco Arana, Ricardo Bocão, Celsinho, Fábio Pacheco, Paulo Tendas, Carlos Mudinho, Octávio Pacheco (R1).

1976 - Waimea 5000 - Arpoador (RJ)
Melhor resultado: Campeão - Pepê Lopes. Outros brasileiros entre os dez primeiros: Tim Carvalho (3º), Daniel Friedman (5º), Octávio Pacheco (9º), Carlos Mudinho (10º).